Início Formação Espiritual Deus nos chama a um amor puro e pleno e nos ajuda neste sentido

Deus nos chama a um amor puro e pleno e nos ajuda neste sentido

Neste artigo procuramos fazer uma relação entre a carta encíclica Deus Caritas Est, do papa emérito Bento XVI, e o livro Amor e responsabilidade de João Mohana.

Podemos comparar a Igreja com o bom samaritano que cuidou do homem abandonado na estrada (Lc 10, 30-37), pois a Igreja através de Jesus Cristo também deve exercer a caridade e ajudar as pessoas a desenvolverem-se humana e espiritualmente. A vida da fé dentro da Igreja Católica pode levar à cura interior, que todos necessitamos em um momento ou outro da vida. O livro Amor e responsabilidade de João Mohana trata também da parábola do bom samaritano (Cf. Mohana, p. 16ss.). Neste livro podemos ver que somente amamos realmente se agirmos de forma semelhante ao bom samaritano e se não permanecermos no comodismo. Mohana nos diz: “Amar é isto. É fazer o que é preciso, a qualquer hora e em qualquer lugar, inclusive em hora e lugar incômodos” (Mohana, p. 18). Já em Deus Caritas Est vemos:

Segundo o modelo oferecido pela parábola do bom samaritano, a caridade cristã é, em primeiro lugar, simplesmente a resposta àquilo que, numa determinada situação, constitui a necessidade imediata: os famintos devem ser saciados; os nus, vestidos; os doentes, tratados para se curarem; os presos, visitados etc (Deus Caritas Est 31a).

Outro ponto em comum entre as duas obras analisadas é a questão da gratuidade. Em Deus Caritas Est podemos ver: “o amor é gratuito; não é realizado para alcançar outros fins” (Deus Caritas Est 31c). Ou seja, devemos fazer o bem por amor, sem esperar recompensa. Da mesma forma, em Amor e responsabilidade vemos: “aquele que só faz o que é preciso quando sabe a quem faz, não está amando. Está fazendo um negócio, um jogo pessoal” (Mohana, p. 25).

João Mohana em dois capítulos de Amor e responsabilidade (Cf. Mohana p. 165-223), fala sobre a meditação, sobre sua importância e também como deve ser realizada. Também em Deus Caritas Est vemos sobre a importância da oração:

A oração, como meio para haurir continuamente a força de Cristo, torna-se, aqui, uma urgência inteiramente concreta. Quem reza, não desperdiça o seu tempo, mesmo quando a situação apresenta todas as características de uma emergência e parece impelir, unicamente, para a ação. (Deus Caritas Est 36)

Bento XVI ainda escreve: “O amor é possível, e nós somos capazes de o praticar porque criados à imagem de Deus” (Deus Caritas Est 39). Ainda em Amor e responsabilidade vemos o grande exemplo de Maria de Nazaré:

Quando o anjo lhe comunica que Isabel está grávida, ela prontamente reage no estilo amoroso do samaritano. Em vez de ficar alimentando uma autocontemplação narcisista de recém-escolhida mãe do Messias, põe-se logo “às pressas” (palavras de São Lucas) rumo à casa da idosa prima. E lá ficou fazendo o que era necessário, até nascer seu sobrinho João Batista (Mohana, p. 24).

Assim, em Deus Caritas Est, Bento XVI também nos fala de Maria Santíssima dizendo: “Maria é grande, precisamente porque não quer fazer-se grande a si mesma, mas engrandecer a Deus” (Deus Caritas Est 41). A forma de amar que é agradável à Deus, podemos encontrar nestes dois livros brevemente expostos neste artigo. Deus nos chama a um amor puro e pleno e nos ajuda neste sentido. Para quem quiser refletir sobre este amor, sugerimos estes dois excelentes livros.

Miguel, noviço do Seminário Lareira da Mãe

Bibliografia:
BENTO XVI. Deus Caritas Est. 7. ed. São Paulo: Paulinas, 2007.
MOHANA, João. Amor e responsabilidade. 6. ed. Rio de Janeiro: Agir, 1982.

 
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