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Você não manda em mim!

Educar os filhos é um constante desafio. Manter os ingredientes do amor, da firmeza, da acolhida, da autoridade realmente não é fácil, tanto com os pequeninos, como com os adolescentes. Com muita propriedade, quando menos se espera, o filhote sai com a expressão “mas tu não manda em mim!”. Nos segundos que sucedem esta afirmação, muito acontece no emocional e no pensamento do cuidador. “Mas que petulância, que desaforo! Eu te vi nascer, dei mamá, te cuido, te alimento...”, são pensamentos que logo vem à mente, podendo ser acompanhados de sentimentos de raiva, irritação, revolta, impaciência. Mas, calma! Respira! Não é o fim!

O “pior” (para os pais) é que esse “tu não manda em mim” é muito saudável. Há aí uma pessoa em desenvolvimento, formando identidade, vontades próprias, se descobrindo. Há verdadeiramente um outro ser, que muitas vezes não quer fazer o que os pais querem. Não existe a criança (e adolescente) que vai sempre tomar banho quando é solicitado, que sempre come na hora combinada, que arruma suas coisas prontamente, que atende sempre as solicitações, que nunca diz um “só mais um pouquinho”; ou “já vou”. De fato é preciso dizer muitas vezes as mesmas coisas, retomar as combinações feitas, reforçar o ensinado... Educar requer paciência, mas também é uma paciência que se alcança a cada dia, fruto do amor e do conhecimento de saber o que é o melhor para o filho. Realmente paciência é amor. Insistir é amor.

Se, por um lado, compreender essa realidade de desenvolvimento da criança é importante, por outro ser firme também é. Os pais são autoridade e os filhos precisam ter isso bem claro. Podem até testar a autoridade, mas, de seu lado, os pais não podem recuar e deixar o filho mandar. Ele até queria, mas ainda não pode, não tem condições maturacionais de mandar em si. Sim, quem manda é os pais. Não de forma autoritária, mas com autoridade, firmeza. Essa autoridade dá para a criança segurança emocional, ainda que às vezes ela reclame.

Bater muito de frente não resolve. É bom driblar um pouco, acolher o filho, pode dizer algo “eu sei que tu não queria fazer isso agora, como tu queria te mandar, mas, sinto muito, agora não dá mais... Agora temos que fazer outra coisa...” O contar 10s pode ajudar. A conversa com a criança sobre o mandar, o que ela já pode fazer, o que ainda não pode, e o reforço de que quem manda são os pais sim, são os adultos, é bem importante. Reforça na criança (e talvez nos adultos) a idéia de que na família cada um tem seu lugar, e que não dá para os pais virarem os filhos e estes se tornarem autoridade! Os papéis esclarecidos na família favorecem uma rotina tranqüila, organizada e respeitosa.

Fonte: * Texto publicado no Jornal Cidade Leste, edicação de julho de 2012

 
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