Início Formação Teológica Castidade - 1. Conhecendo melhor nossa sexualidade

Castidade - 1. Conhecendo melhor nossa sexualidade

Por Rosane Rodrigues
Consagrada de Vida da Fraternidade Nª Sª da Evangelização

1.1 A Sexualidade e o que Deus pensou para a humanidade

“Deus é amor: aquele que permanece no amor permanece em Deus e Deus permanece nele” (1 Jo 4,16). Refletindo a partir desta verdade anunciada por São João evangelista é oportuno nos dias atuais, buscarmos sempre mais compreendermos melhor o que Deus pensou para o homem e a mulher aos criá-los à sua imagem e semelhança. Deus Pai que, desde a eternidade, vive em comunhão de amor com Deus filho e Deus Espírito Santo quis transbordar esse amor para a humanidade inscrevendo em seu coração uma vocação, isto é, a capacidade e a responsabilidade para o amor comunhão.  Na busca da vivência do amor comunhão está incluída a procura da exata compreensão do que venha ser a sexualidade humana que, na verdade, engloba todos os aspectos da vida do homem e da mulher.
“A sexualidade deve ser entendida como uma força e dimensão humana para a edificação da pessoa, assim aparece, uma moral sexual centrada na pessoa”  .  “Ela afeta todos os aspectos da pessoa humana, na sua unidade de corpo e alma e diz respeito particularmente à afetividade, à capacidade de amar e de procriar e, de uma maneira mais geral, à aptidão a criar vínculos de comunhão com os outros.”   Partindo desses conceitos é coerente dizer que a vocação à comunhão que Deus chama o homem e a mulher deve se dar com base no respeito de um pelo outro. Segundo Maria Inês de Castro Millen, médica, professora e teóloga, a sexualidade decorre do mistério da pessoa humana em sua totalidade, do seu núcleo mais íntimo, de sua configuração mais originária que abrange o ser humano todo e durante toda a sua vida .
Ao percorrer o caminho do entendimento a cerca da sexualidade humana muito importante também é ter-se a clareza de que o ser humano é composto de corpo e alma, ou seja, espírito e matéria que se complementam. O homem e a mulher que foram pensados por Deus para viverem uma realidade corpórea-espiritual e podemos falar, então, de corporeidade.

A palavra corporeidade é mais abrangente, se refere ao eu “espiritual-corpóreo” que vive uma experiência única e irrepetível e indica a inteira subjetividade humana, sob o aspecto de sua condição existencial corporal, na configuração constitutiva de sua identidade pessoal. Corporeidade é, portanto, a expressão, o reflexo visível e a realização do ser humano uno e indiviso .

 Pois, eis que Deus é amor, e ao criar o homem e a mulher a sua imagem semelhança concede a eles a mesma força divina que o impulsiona um em direção ao outro. “Eros e Ágape: amor ascendente que procura Deus e amor descendente que transmite o dom recebido”  .
“Assim, Deus então, em seu infinito amor, cria o homem e a mulher com a mesma dignidade na diferença e na complementaridade físicas, morais e espirituais que são dirigidas para o bem do casamento e do germinar da vida familiar”  . O amor conjugal é então, a forma de vivenciar na carne, a generosidade e a fecundidade do Criador. Porém, esse amor para ser a imagem da presença divina, deve ser vivido como amor doação.
Conforme Karol Wojtyla, em seu livro Amor e Responsabilidade, “a entrega da mulher ao homem, tal como acontece no amor conjugal, exclui, moralmente falando, que ele ou ela possam dar-se ao mesmo tempo e do mesmo modo a outras pessoas”  . Para o homem e a mulher viverem plenamente o amor doação, segundo a vontade divina, vai exigir deles o domínio necessário sobre as paixões, domínio este, que é alcançado, não somente pelas suas próprias forças, mas pelo auxílio que o próprio Deus-Criador dispõe ao ser humano: a virtude da castidade, que é a “virtude própria de todos, seja para aqueles que praticam a sexualidade no matrimônio ou para os que decidiram não praticá-la”  .
Assim sendo, o papel da sexualidade é de tal importância para a realização humana, que Jesus Cristo veio restaurar a criação na pureza de sua origem e, adverte aos homens quanto ao plano de Deus: “Ouvistes o que foi dito ‘Não cometerás adultério’. Eu, porém, vos digo: todo aquele que olha para uma mulher como desejo libidinoso já cometeu adultério com ela em seu coração.” (Mt 5,27-28). E, da mesma forma “a Tradição da Igreja compreendeu o sexto mandamento como englobando o conjunto da sexualidade humana”  .

 
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