Início Formação Teológica Castidade - 1.2 - A linguagem da sexualidade

Castidade - 1.2 - A linguagem da sexualidade

Por Rosane Rodrigues
Consagrada de Vida da Fraternidade Nª Sª da Evangelização

“E o Verbo se fez carne e habitou entre nós” (Jo: 1, 14ª). Segundo essa passagem, no testemunho dado pelo Apóstolo João, pode-se perceber nas entrelinhas como que, pano de fundo, as lembranças que o discípulo trazia em sua memória dos momentos passados na companhia do mestre e amigo. Vê-se como o próprio Deus quis se relacionar com os homens de uma maneira real e encarnada. Na plenitude dos tempos, Deus Pai envia Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem que veio para restaurar todos os homens de todos os tempos. É possível observar nas páginas dos Evangelhos a maneira verdadeiramente humana como Cristo se relacionava. Ele é o protótipo do novo homem com um jeito novo de amar e se relacionar.  Ele amava todos os homens com o amor verdadeiro e desinteressado. Ele sabia acolher a todos como sendo um dom de Deus para si e para todos se fazia, com maestria, um dom de Deus.
É Cristo, então, que inaugura uma nova linguagem, linguagem essa, baseada numa sexualidade sadia e totalmente integrada, como verdadeiro homem soube amar, pois que Ele veio para “restaurar a criação na pureza de sua origem”  . Para os seus apóstolos era o mestre que revelava e ensinada à cerca das Verdades Eternas, mas, era também o amigo que sabia compreender os anseios mais íntimos de seus corações. A vida pulsava plenamente em Jesus e através de Jesus. Ele quebrou os paradigmas de então, onde havia relacionamentos baseados na rígida lei judaica e elevou-os à lei do amor, ao que hoje é conhecida como a linguagem da sexualidade.
Pode-se, assim, afirmar que a sexualidade é uma linguagem; porém, qual é o significado fundamental dessa linguagem? O que a sexualidade humana revela sobre nós? Segundo o autor Vincente J. Genovese, para os cristãos, o significado da sexualidade deriva do próprio significado de nossa vida como seres humanos, pois, como pessoas de fé, nascemos do amor e porque Deus nos ama, e na medida em que cremos e vivenciamos esse amor divino nos capacitamos para amar da mesma maneira que Deus primeiro nos amou . Assim, em um nível mais intenso e verdadeiro, o modo de vida cristão é extensão da encarnação. Isso significa dizer que a nossa vida é a continuação da encarnação por Cristo do amor de Deus por nós .
 “Ao professarmos que somos cristãos, comprometemo-nos a dar uma afirmativa ao desafio recebido de Deus, para termos um amor como o de Deus que se fez carne, em nossas atitudes e ações”  .
Também na opinião do autor Bernhard Haering, a sexualidade só manifesta o seu objetivo de maneira verdadeiramente humana aos que buscam primeiro o seu sentido, que reside na comunicação através do amor verdadeiro , existindo no seu ensinamento, a consideração da sexualidade como uma “linguagem”, uma linguagem de amor .
  Porém, o que vemos em nossos dias, em geral, são relacionamentos que, por causa do afastamento de Deus, por parte da humanidade, passaram a ter por seu objetivo a procura do prazer egoísta. Aos casais do nosso tempo é preciso fazer uma proposta: a busca do amor doação para assim sarar as feridas que o egoísmo causa, muitas vezes, ao amor conjugal.
Os esposos precisam refletir juntos, quanto à qualidade do relacionamento sexual físico, pensar se o “relacionamento está correspondendo à profundidade do envolvimento intelectual, emocional, interpessoal como dever a ser compartilhado por duas pessoas”  .
Estando o relacionamento assim amadurecido, é a virtude da castidade “conjugal” que vai temperar a convivência e a realização matrimonial, com ternura e compreensão total do outro. Requer que as expressões físicas e exteriores da sexualidade de ambos estejam sob o controle do amor e solicita um grau de compromisso compartilhado com base na honestidade. “Essa atitude casta é esperada de todas as pessoas e não apenas dos solteiros”  .
É por isso então, que a Igreja, que é mãe e mestra elenca o adultério, o divórcio, a poligamia e a união livre como sendo ofensas graves à dignidade do casamento, permanecendo, assim, fiel aos ensinamentos de Cristo Jesus, pois o ser humano tem como vocação originária o amor .

 
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