Início Igreja Para enfrentar a corrupção, é preciso passar o Brasil a limpo (CNBB)

Para enfrentar a corrupção, é preciso passar o Brasil a limpo (CNBB)

cnbb1525458Diante do cenário de corrupção revelado nos últimos anos no Brasil, o Arcebispo de Mariana (MG), Dom Geraldo Lyrio Rocha, reforçou que “é preciso passar o país a limpo” e, neste processo, a Igreja deve atuar como defensora e promotora dos valores.

Na quarta-feira, Dom Geraldo atendeu aos jornalistas durante a coletiva de imprensa da 55ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil, em Aparecida, e falou como a Igreja orienta os fiéis frente às várias operações da Polícia Federal que vêm revelando grandes corrupções no país, com delações premiadas envolvendo políticos, empresários, tudo às vésperas das eleições de 2018.

Para o Arcebispo, o Brasil está passando por um momento como nunca se viu antes. “Claro que ninguém é ingênuo e vai achar que nunca houve corrupção no Brasil. Entretanto, com esta formatação, com estes níveis, com esta amplitude, é algo jamais visto. E aqui vale realmente a expressão ‘é preciso passar o país a limpo’”, assinalou.

Mas, ressaltou que embora o que se vê seja um problema social, político e econômico, o que realmente está em jogo são “valores éticos e morais”, os quais devem ser defendidos e promovidos pela Igreja.

“É uma situação preocupante, desafiadora e que a Igreja no Brasil, através da CNBB, tem procurado acompanhar com muita atenção e dando a colaboração que é própria da Igreja”, explicou.

Salientou, porém, que “a Igreja não é um partido político, não é um sindicato, não é uma ONG, como tantas vezes o Papa Francisco tem recordado”.

“Então – esclareceu –, a posição da Igreja não é de tomar como bandeira sua as bandeiras defendidas por este ou aquele partido político. A posição da Igreja se situa mais no nível ético e da defesa dos valores morais”.

Como exemplo da atuação da Igreja na busca pelo combate à corrupção, Dom Geraldo citou a lei da Ficha Limpa, promovida pela CNBB juntamente com outras entidades, a qual prevê a inelegibilidade de políticos condenados por um juiz ou por órgãos colegiados.

Se esta lei for “levada a sério e assumida em suas consequências, é uma das modalidades para se dar novo rumo a esta história”, indicou.

“As eleições vêm aí. Vamos ter eleição. Se nós trabalharmos bem a lei da Ficha Limpa, certamente teremos resultados bem melhores”, concluiu.

Fonte: ACI Digital

 
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